sexta-feira, 15 de julho de 2011

Saudade...

Quando a saudade visita o peito, não é preciso que o lembrado esteja distante da possibilidade de estar perto. É necessário apenas que não esteja diante dos olhos no momento em que é saudado.

O corpo e os carinhos são constantes, a voz é ouvida diariamente, mas quando a falta atenta um coração, não é preciso ter havido ausência. Os dias parecem intermináveis, as minhas declarações são sofridas, são como cartas sem respostas. Se eu silenciar, talvez ouça alguma voz. Se eu deixar de implorar, talvez sinta o grito dos abraços que nesse instante se fazem saudade.

Sinto as lágrimas soluçantes que um coração traz, (eu sei) mas os olhos escondem. Em cada rosto há a sombra de um passado imutável. Lamento pelas partes de uma história em que eu não faço parte, pois gostaria de ter sido presente em toda a vida de um ser que nesse instante se faz saudade.

Estou diante da loucura, no centro de uma mão que talvez não me segure. E quando a saudade visita o peito, nada disso importa, eu só quero um ser. Ele e o 

O sol não existe...

Os sorrisos tornam-se lembranças, os abraços tornam-se ausência, o companheirismo torna-se fotos amareladas de sorrisos lembrados e abraços que não são mais dados.

O sol continua na escuridão dos dias sem brilho. Todo sorriso torto, todo olhar atravessado, todo coração sofrido sobrevive à infelicidade do tempo. Não vive! Acumula dias.

Com o tempo aprendemos que mesmo conquistando o nosso espaço, somos substituíveis. As pessoas são capazes de amar mesmo sem a nossa presença. A saudade torna-se tão esquecida quanto nós.

'' Até bem pouco tempo atrás poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?''    (Renato Russo)